25 de agosto de 2016

De bicicleta


Anunciamos com muito entusiasmo o 1º passeio de bicicletas da Montis. 

Realizar-se-á no dia 18 de Setembro e percorrerá os trilhos da serra do Caramulo, com visita às propriedades geridas pela associação.

O percurso terá cerca de 20 km, dificuldade média e um ambiente familiar e descontraído. Terminará com a habitual merenda e tempo para conviver.

Divulgaremos mais informações e pormenores nos próximos dias, mas para qualquer pedido de informação por favor entrem em contacto através do e-mail montisacn@gmail.com ou do nº 912996340.

Bons treinos!

23 de agosto de 2016

Porta aberta..

Na Montis temos feito sempre um esforço para "abrir a porta", mostrar o que fazemos, ouvir, discutir e recolher o máximo de contributos, pois acreditamos ser esse o caminho certo.

Assumimos desde o início que somos uma associação de sócios e para sócios, uma das nossas bandeiras é a transparência e, por essa razão, nos meses de Julho e Agosto convidámos todos os nossos sócios e parceiros a visitarem o carvalhal onde temos trabalhado com mais consistência, a conhecerem um bocadinho melhor a associação e quem está por trás dela.


No passado domingo, 21 de Agosto, estivemos novamente nos carvalhais da Serra do Caramulo, numa dia muito bem passado que combinou passeios, discussões sobre financiamentos, gestão e fogo, pic-nic e muito convívio.



Esta atividade serviu também para avaliar os resultados das intervenções feitas no programa de voluntariado, que começou em Março de 2015.

Miguel, António e Dolores felizes da vida ao verem o resultado do seu trabalho,
a limpeza de um bosquete feita há um ano atrás.

Queremos agradecer a todos os que participaram nesta atividade. Estaremos sempre prontos para vos receber, a qualquer dia e a qualquer hora.

Até breve!

20 de agosto de 2016

Querem mesmo trabalhar?

Há umas semanas fomos contactados por uma família que queria muito muito ir fazer voluntariado. Combinámos uma data (ontem, 19 de Agosto) e fomos até às propriedades da Montis na Serra do Caramulo.

O S. Pedro tentou pregar uma partida, em vários dias de calor este foi o único em que choveu, mas a determinação deste grupo era tal que não havia qualquer hipótese de os demover.


Perguntámos mais que uma vez: "Querem mesmo trabalhar? Olhem a chuva e tal…", mas na cabeça destes voluntários não havia dúvidas. Foi trabalhar, trabalhar e trabalhar...


Muito obrigado por este dia. Para além de terem dado um grande "empurrão" aos nossos carvalhitos, mostraram que mesmo sem as condições ideais mas com vontade tudo se consegue.


Amanhã, às 10h30, mesmo sem inscrição, apareçam em Vermilhas para ver o trabalho que este e outros voluntários têm feito no carvalhal.

17 de agosto de 2016

O caminho da suavidade

Já antes usei esta tradução de “judo” para falar das opções de gestão da Montis.
E já antes fiz posts assinados por mim quando sei que o que vou escrever, embora como presidente da Montis, não corresponde a matérias inteiramente consensuais dentro da associação.
Não são apenas as ideias de máxima eficiência com o mínimo esforço e de bem comum que nos ligam filosoficamente ao Judo, é também a ideia de que resistir a um adversário mais forte terá sempre como efeito a nossa derrota, ao contrário do que acontece quando esperamos pelo ataque, o antecipamos e nos desviamos para lhe causar um desequilíbrio que nos permita usar a superioridade da sua força a nosso favor.
A posição da Montis sobre a gestão do fogo, um adversário imensamente superior a nós, é talvez o mais eloquente exemplo desse caminho da suavidade que adoptámos.
Nestes dias em que se bateu o record de área contínua ardida acima do Mondego, bem no coração da área de actuação actual da Montis, 50 hectares sob nossa gestão arderam, mais de 100 hectares ficaram a metros de arder.
Outras áreas de outros projectos a que demos uma ajuda também arderam.
Como esperado, o maior valor de uma das áreas que arderam, a magnífica galeria ripícola ao longo de dois quilómetros do Paiva, não se pode dizer que tenha ficado intacta mas não ardeu grandemente, ao contrário de tudo o que a rodeia. A próxima Primavera virá, com certeza, demonstrar que terá sido muito pouco afectada pelo fogo.
Ainda não fizemos a primeira avaliação completa dos efeitos do fogo. Na verdade, ainda só será possível avaliar a severidade do fogo, isto é, a profundidade de afectação da parte aérea das plantas, o que está relacionado com a temperatura do fogo e tempo de residência da chama em cada sítio: ao contrário da ideia comum, o fogo não é uma rasoira que deixa tudo igualmente queimado, o fogo é um elemento dinâmico que progride com muitas variações de temperatura e velocidade, deixando atrás de sim um mosaico de efeitos que variam na profundidade em que é afectado cada metro quadrado de terreno.
Tirar partido dessa diversidade será pois o ponto de partida para o que faremos nos próximos anos.
Mesmo antes da verdadeira avaliação dos efeitos do fogo, que só na próxima Primavera pode ser feita com algum rigor, há coisas que podemos antecipar.
A maior das urgências é caracterizar o risco de expansão de acácias e hakeas e desenhar, o mais rapidamente possível, um modelo de controlo desta ameaça que seja realista, tirando partido de durante algum tempo termos um livre acesso a qualquer parte dos terrenos, enquanto o mato não volta a atingir a dimensão que tinha. O controlo das invasoras que beneficiam com o fogo é, para nós, a prioridade das prioridades.
Também sabemos que temos cinco a sete anos de baixíssima probabilidade de fogo, a que se seguem outros quatro/ cinco anos com probabilidade média de novo fogo e depois voltamos à elevada probabilidade de fogo que caracteriza o modelo de gestão do território que existe.
Sabemos ainda que antes do fogo tínhamos numa das propriedades o retrato quase exacto do que podemos esperar num horizonte de dez a quinze anos: este fogo é a repetição do que aconteceu em 2005 e portanto os valores presentes antes do fogo são o resultado da evolução em onze anos, nomeadamente o magnífico medronhal de encosta que agora ardeu. Teremos isso em atenção no modelo de gestão.
Nas propriedades que não arderam desta vez, e que portanto mantêm um risco elevadíssimo de fogo, vamos manter o programado, estando muito adiantada a possibilidade de, no baldio de Carvalhais, sermos nós a queimar no Outono/ Primavera parte do que hoje não ardeu. Com o provável apoio da ACHLI (esperamos um parecer do ICNF para as intervenções programadas), baixaremos o risco de fogo nalgumas áreas, de forma controlada, com efeitos totalmente diferentes do fogo selvagem que por ali parou. Usaremos fogos de temperaturas mais baixas e com objectivos de gestão bem definidos: aumentar a probabilidade de criarmos matas ripícolas ao longo das linhas de água da propriedade, como primeiro passo para aumentar a biodiversidade, a resiliência ao fogo, a diversidade estrutural e amenidade do uso.
Vamos manter as acções programadas de capacitação em engenharia natural que financiaremos com o resultados da campanha de crowdfunding, provavelmente estendendo-as aos projectos de terceiros a quem temos dado algum apoio.
E estamos a pensar num conjunto de passeios, ao longo do ano, pelas áreas ardidas, com especialistas em ecologia do fogo, para respondermos à mais que justa perplexidade que nos trouxeram: “Só não entendo porque é que tem de arder?”. Procuraremos respostas a esta perplexidade com quem saiba ler um fogo, avaliar as suas razões e os seus efeitos e aumentar a nossa capacidade de entender este elemento natural, tão natural como a chuva, o vento ou a terra mas que teimamos em ver como um elemento estranho que deveríamos eliminar.
Passo a passo, acção a acção, voltamos ao judo para aprender: iremos aproveitar, tanto quanto conseguirmos, o desequilíbrio que o fogo criou, não para o derrotarmos, mas para o gerir de forma socialmente mais útil, criadora de riqueza e diversidade.
Sabemos bem que também aqui a diferença entre veneno e remédio está na dose.

henrique pereira dos santos

16 de agosto de 2016

É domingo!

Esta fotografia foi tirada no primeiro dia de voluntariado no nosso carvalhal, em Março de 2015, onde a Manuela, o Luís, o Miguel e o Nuno fizeram um trabalho excepcional.


Passado mais de um ano e com vários dias de voluntariado realizados, é tempo de ver e avaliar resultados. Para dia 21, domingo, temos este programa, gostaríamos muito de contar com a vossa presença e com os vossos contributos.

Inscrições e pedidos de informação podem ser feitos através de montisacn@gmail.com ou 912996340.

Até domingo!

28 de julho de 2016

Programa para dia 21

Em Agosto, voltamos aos carvalhais do Caramulo. Desta vez, o programa é diurno, num domingo e tem o mesmo objetivo: desfrutar do carvalhal e discutir os resultados de gestão.


O programa para dia 21 de Agosto é o seguinte (podendo eventualmente sofrer alguns ajustes):

10h00 – Encontro na aldeia de Vermilhas
10h30 – Deslocação de carro (por estradão) até à propriedade
11h00 – Visita à propriedade 
12h00 – Tempo livre e preparação do pic-nic
13h00 – Almoço pic-nic
14h30 –  Música, sesta e tempo livre
16h00  Caminhada circular (trilho da Cabrieira c/ passagem pelo miradouro)
18h00 – Fim da atividade e regresso ao carros

Nota 1: O programa é totalmente flexível, podendo os participantes chegar mais tarde, ir embora mais cedo e usar os tempos livres para fazerem as atividades que entenderem.

Nota 2: A Montis assegura a base do pic-nic (pão, água, fruta, queijo, bôlas), podendo os participantes trazer alguma coisa para completar a merenda, como um bolo ou outra coisa que se lembrem. 

Todos os interessados em participar devem enviar a sua inscrição (nome, nº de CC e data de nascimento) para o e-mail montisacn@gmail.com.


Animem-se e participem. É uma atividade diferente, gratuita e que tem tudo para correr bem.