7 de dezembro de 2016

Aprende-se a pensar com as mãos


No segundo dia, já sem o formador, fomos discutindo e fazendo, sugerindo e alterando, experimentando e pensando.
Tinha sido escolhida a área de intervenção, uma linha de água temporária, com sinais de torrencialidade, numa zona ardida em Agosto, perto de onde o baldio está a fazer umas plantações, com o apoio do Movimento Terra Queimada ou o projecto das 100 mil árvores.
Olhando com atenção vêem-se aqui as pontas de salgueiros, o biorolo, o preenchimento do leito com troncos ardidos, enfim, um conjunto de pequenas intervenções que têm como objectivo reduzir a velocidade da água, aumentar a deposição de sedimentos e aumentar a velocidade de instalação da galeria ripícola.
No dia anterior tínhamos estado a ouvir o Aldo na sala da casa do Eduardo (obrigado pela ajuda).
Foi aí que entre a experiência do Aldo, os videos, os slides, os gráficos, os exemplos ficámos com uma primeira ideia do que aí vinha, com perguntas daqui e dali. O Bernardo mostrou logo que estava interessado numas técnicas de redução de encosta com troncos queimados e não descansou enquanto não as aplicou no terreno.
Na verdade começámos primeiro por usar uma técnica mais pesada para proteger o caminho que é atravessado pela água que escorre quando chove a sério.
Um gabião cilíndrico feito no local, na verdade dois sobrepostos, com material de preenchimento do leito a montante para amortecer a água, usando as giestas queimadas disponíveis, sobre as quais deitámos troncos queimados, cruzados e travados, para diminuir o arrastamento, era o ponto de partida para subirmos leito acima, sempre com a ideia de diminuir a torrencialidade e aumentar a deposição dos sedimentos que suportem a futura vegetação.
Experimentámos os biorrolos, que fazem barragens e vão libertando a água mais lentamente, fizemos feixes de ramadas que estavam por ali, mais permeáveis, mais leves, mas também mais baratos e que ajudam a travar a água e solo.
É claro que aprender era o que nos tinha ali levado, mas o que ficou feito, não resolvendo tudo, parece bem mais útil do que pensámos.
E foi isto, um excelente fim de semana, a aprender, a conversar, a passear.
Cheguei a pensar que sabia qualquer coisa do assunto mas que seria complicado fazer e fui-me embora certo de que sei menos do que pensava mas consigo fazer muito mais do que achava.
Com certificado e tudo, como demonstra a Sara.

Nos dias 14 e 15 de Janeiro há mais uma oficina de engenharia natural programada, para quem perdeu esta.








Bolotas para a Maria

Costuma-se dizer que nos domingos não se trabalha. Mentira. Nós no próximo vamos até à Serra do Caramulo para mais um dia de voluntariado.

Grande foto do Nuno Neves
A vontade de andar pelo campo é grande, aparentemente não vai chover (se chover é-nos indiferente) e portanto estamos prontos para mais uma jornada.

Para além dos trabalhos de gestão do carvalhal, desta vez temos a tarefa de recolher bolotas para entregar à Maria Oliveira.
A Maria pediu-nos para recolhermos bolotas e, juntamente com os seus colegas de escola, acompanhará a germinação e posteriormente fará a plantação dos carvalhos nas propriedades da Montis.

É destas iniciativas que gostamos e procuramos nos nosso sócios (a Maria não é sócia mas é o pai, ela será um dia destes), que nos proponham coisas concretas, descomplicadas e que juntos consigamos fazer mais e melhor.

O ponto de encontro é às 9:30 na aldeia de Vermilhas (Vouzela) e a Montis estará no campo entre as 10:00 e as 17:00. Apareçam quando quiserem, quantos quiserem. Trabalho, ferramentas e merenda não faltam.

Até domingo!

5 de dezembro de 2016

A primeira já foi

A oficina de Engenharia Natural da Montis decorrida nos dias 3 e 4 deste mês contou com 11 participantes de diferentes formações e experiências, todos com vontade de aprender.




A atividade decorreu no Baldio da Ameixieira, Arouca, onde a uma componente teórica se aliou uma forte componente prática que permitiu testar e consolidar técnicas de Engenharia Natural.



Face ao incêndio que afetou o Baldio da Ameixieira este Agosto, as intervenções realizadas focaram-se principalmente em intervenções em linhas de água e correção torrencial, promovendo uma diminuição da erosão e maior acumulação de sedimentos, de modo a permitir uma recuperação do ecossistema mais rápida.


A próxima Oficina de Engenharia Natural já está marcada para os dias 14 e 15 de Janeiro no baldio de Carvalhais, São Pedro do Sul.

Obrigado aos compartes do baldio da Ameixieira, nomeadamente ao Eduardo Oliveira pela colaboração.

1 de dezembro de 2016

Mudanças



Quando se fundou a Montis optou-se por um modelo de estatutos muito aberto, prevendo-se um regulamento interno que definisse melhor o que se entendesse que precisaria de mais pormenor.
Durante o mandato que agora termina não se sentiu  grande necessidade de fazer o dito regulamento interno, excepto agora, quando o processo eleitoral estava a ser lançado, sendo demasiado tarde para definir melhor as regras do processo eleitoral.
Entre adiar o processo, fazer um regulamento, fazer uma Assembleia Geral para o aprovar ou prosseguir com o processo eleitoral, optou-se fazer seguir o processo, apesar da sua imperfeição, ficando como tarefa da próxima direcção fazer o regulamento interno necessário e aprová-lo na Assembleia Geral da Primavera.
Os primeiros orgãos sociais da Montis decidiram apresentar-se de novo a eleições, embora com alterações, sem prejuízo de ser possível até à Assembleia Geral, apresentarem-se outras listas.
As alterações que agora se verificam na proposta de orgãos sociais não resultam de mais que acertos em função das vidas das pessoas, que mudam com o tempo, não resultando de qualquer divergência de fundo entre as pessoas que até agora se disponibilizaram para fazer parte dos orgãos sociais.
Havendo uma norma estatutária que impede o exercício de mais de dois mandatos consecutivos nos orgãos sociais, é também útil que se vá fazendo alguma alteração da composição dos orgãos sociais para que haja sempre a possibilidade de manter a continuidade de algumas pessoas, evitando alterações totais nos orgãos sociais, se não resultarem do confronto democrático de diferentes listas candidatas e diferentes perspectivas sobre a Montis.
Este é mais um dos raros posts que são assinados porque gostaria de agradecer publicamente a todos os que se disponibilizaram para apoiar a Montis através da participação nos orgãos sociais, numa fase muito embrionária da Montis.
Provavelmente vamos activar o Conselho Consultivo previsto nos estatutos (mas não obrigatório) para poder continuar a contar com as vossas opiniões.
Muito obrigado e vamo-nos vendo nas actividades da Montis, como a que ilustra este post, neste caso, o primeiro passeio do fogo.
Ou já neste fim de semana, na primeira oficina natural que vamos fazer.
henrique pereira dos santos

28 de novembro de 2016

Eleições para os órgãos sociais da MONTIS - Lista A

 Divulgamos a lista A, candidata aos órgãos sociais da Montis para o ano de 2017, 2018 e 2019.




Lista A:


Mesa Assembleia Geral

Teresa Maria Gamito
Isabel Pereira dos Santos
Júlio de Jesus

Direcção
Presidente – Henrique Pereira dos Santos
Vice-Presidente – Nuno Neves
Secretário-geral – Luis Rochartre
Tesoureiro – Luís Filipe Costa
Vogal – Pedro Portela

Conselho Fiscal

Paulo Pereira
Miguel Peixoto
João Cosme


Os objetivos da lista A para o mandato 2017-2019 podem ser consultados aqui.

Votação:

De acordo com o n.º 3 do Art.º 18º as votações respeitantes às eleições dos órgãos da Associação serão feitas obrigatoriamente por escrutínio secreto.

Nada estando referido nos Estatutos da MONTIS relativamente à obrigatoriedade de voto presencial, e para comodidade dos sócios com direito a voto, será permitido o voto por correspondência de acordo com os seguintes requisitos:

a) cada voto deverá ser formulado numa folha de papel branco indicando o nome da lista em que pretende votar;
b) o “boletim de voto” deverá ser encerrado num envelope opaco fechado contendo apenas a referência “votação orgãos sociais MONTIS 2017-2019”;
c) este envelope deverá por sua vez ser enviado num outro envelope que inclua o nome completo do remetente para que possa ser verificado o seu direito a voto e no endereço a  mesma referência  “votação orgãos sociais MONTIS 2017-2019”.

Os envelopes exteriores apenas serão abertos durante a votação e na presença de um representante de cada lista, sendo os envelopes interiores colocados na urna após confirmação do direito a voto e da não duplicação de voto.

Os envelopes contendo o boletim de voto apenas serão abertos durante a contagem dos votos.

APENAS SERÃO VÁLIDOS OS VOTOS QUE CHEGUEM À MONTIS ANTES DO DIA DA VOTAÇÃO, OU SEJA ATÉ DIA 17 DE DEZEMBRO ÀS 16 HORAS

Local da Assembleia Geral:

A Assembleia Geral Eletiva será no dia 17 de Dezembro, às 17:00, no Auditório 25 de Abril na Câmara Municipal de Vouzela e terá a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto um: Informações
Ponto dois: Apresentação de listas
Ponto três: Eleição dos novos órgãos sociais para o mandato 2017-2019.

Passeio:

A Montis organizará uma caminhada pela zona de Vouzela durante a tarde. Será uma caminhada circular, fácil e aberta a todos. Mais informações em montisacn@gmail.com ou através no nº 912996340. 

21 de novembro de 2016

Passear e almoçar (tudo para correr bem)

Próximo domingo, dia 27, é o passeio mensal da Montis.


O passeio é na mata da Penoita, às 10:00 e tem a duração prevista de duas horas. É fácil, bonito e apetitoso.

É apetitoso porque terminará com um belo almoço na Associação Académica de Santa Cruz, que organiza a III Mostra Gastronómica de Cogumelos Silvestres.

A inscrição no passeio da Montis é gratuita para os nossos sócios, que poderão trazer amigos e familiares para experimentar. O almoço custa 8 euros por pessoa.

As inscrições e pedidos de informação devem ser feitos através no e-mail montisacn@gmail.com ou do nº 912996340.

Será uma atividade catita, que tem tudo para correr bem. 

Participem!

P.S: Temos alguma esperança de apanhar um ou outro cogumelo durante o passeio na Penoita, mas não garantimos que eles queiram conversa connosco.