20 de janeiro de 2017

Pela Serra de Farves


Sábado, dia 28 de Janeiro, o passeio mensal da Montis percorrerá a Serra de Farves.

Uma das vistas ao longo do percurso.

O passeio terá inicio às 10h com partida de perto da freguesia de Farves (indicações em baixo) e caminharemos até à Freguesia do Couto, num percurso fácil, com cerca de 3,5 quilómetros e que demorará cerca de duas horas a fazer a um ritmo calmo.

João aproveita para interagir com alguns dos belos animais que povoam esta serra.

No fim, como tem sido hábito, há tempo para conversar, conviver e a Montis oferece uma merenda.

As inscrições para o passeio podem ser feitas através de montisacn@gmail.com ou do nr. 926277545 (Luís Lopes).

No mesmo fim de semana, em Vouzela, realiza-se o CINCLUS - Festival de Imagem de Natureza. É uma excelente opção para os amantes da fotografia de natureza e para quem queira ficar mais tempo pela região. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas aqui.

Local de partida: 
CM1290 entre Mogueirães e Farves
Coordenadas GPS: 40° 39' 30.319" N 8°11'10.547" W
Link Google Maps: Mapa

16 de janeiro de 2017

Não temos pressa


Na fotografia do Nuno Neves (por isso o dito não aparece na fotografia) vemos alguns resultados da segunda oficina de engenharia natural: algumas estruturas que esperamos que venham a travar sedimentos e aumentar a velocidade de recuperação dos sistema, e um aumento de 100% no número de mulheres participantes.
Os resultados principais são invisiveis, estão dentro da cabeça de cada uma destas pessoas.
A oficina correu bem, melhorámos alguns aspectos da logística (com apoio da Desafio das Letras e da Junta de Freguesia de Carvalhais e Candal), o que aliás pode ser visto nesta imagem:
Aldo, o formador, olha com ar satisfeito o facto de já termos feito uma fogueirinha para assar umas chouriças e o mais que venha, enquanto a Samantha vai pondo em funcionamento o fogueirinho a gás que comprámos para ir tendo qualquer coisa quente.
No alojamento também procurámos dar melhores condições, e estamos agora a recolher opiniões sobre o que podemos melhorar da próxima vez.
Também vamos tentando levar mais à prática o princípio de refeições mais perto da terra, fugindo das soluções mais fáceis da barra de cereais e coisas que tal.
Como não se trata de um grupo almoçarista, mesmo não tendo nós nada contra as almoçaradas, o que interessa é o que se pratica e o que se aprende
Apareçam na próxima, provavelmente em Abril (ainda em confirmação) ou nos fins de semana voluntários, que não tarda muito também vão começar: vê-se gente nova e variada, apanha-se bom e mau tempo, trabalha-se e passeia-se, enfim, vale a pena fazer isto tudo e ainda aprender coisas novas e úteis.
Façam como o Zé, trouxe a família e a criançada ficou a brincar no Bioparque do Pisão, enquanto o pai participava na oficina.
Sem pressa, lá vamos empurrando tudo para recuperar este baldio um bocadinho mais depressa do que ele o faria sem ajudas, ao mesmo tempo que mais gente vai aprendendo e fazendo as suas opções nos seus projectos próprios.

12 de janeiro de 2017

As bolotas da Maria

As bolotas que a Maria Oliveira nos pediu já chegaram a sua casa e estão a ser muito bem tratadas.


Como se vê pela imagem, encontram-se na primeira fase da germinação e em breve estarão a ser plantadas nas propriedades da Montis.


Gostamos deste tipo de envolvimento dos nosso sócios e estamos abertos a mais iniciativas e parcerias.

Maria, com o carinho e atenção que lhe dedicas, não temos dúvida que um dia serão um belo carvalhal. Boa!

11 de janeiro de 2017

Aprende-se fazendo

Nos próximos Sábado e Domingo  vamos ter a segunda oficina de engenharia natural.
Ao contrário do inicialmente previsto, o alojamento fornecido não será em tendas, mas nos bungalows do Parque Biológico do Pisão, não em condições ideais, mas em condições bem melhores que as inicialmente previstas.
Se era do frio das tendas que tinham medo, ainda vão a tempo de perguntar se há vagas disponíveis: reduzimos o número limite de inscrições por acharmos que mais valia uma formação com um número mais reduzido de pessoas, permitindo um acompanhamento mais próximo do trabalho, depois da sessão em sala com que arranca a oficina, mas se não demorarem muito pode ser que ainda haja lugar.
Em grande parte esta melhoria de condições é possível pelo apoio da Desafio das Letras, que paga cerca de metade desta oficina. A Desafio das Letras, uma pequena empresa de serviços que tem também apoiado a Montis de outras formas (está neste momento a trabalhar em duas candidaturas para a Montis, pro bono), tem uma política de responsabilidade ambiental que a faz entregar 1% da facturação de alguns dos seus serviços a ONGs e projectos de conservação em que se reveja. É com esses 1% que está a suportar cerca de 50% dos custos da oficina, permitindo-nos dar melhores condições aos formandos.
Vamos intervir nesta linha de drenagem natural, as giestas que se vêem no canto inferior esquerdo já fazem parte da preparação da oficina.
Aproveitámos o voluntariado de Domingo passado, dia 8, para avançarmos na preparação da oficina, quer na afinação do local de intervenção, quer na preparação de materiais, quer ainda a tentar encontrar soluções para que os formandos tenham as melhores condições possíveis de trabalho e aprendizagem.
Aqui estávamos a testar um abrigo mínimo para o almoço no campo, sobretudo se estiver a chover. Já ao fim do dia as refeições são quentes, também no Bioparque do Pisão, para permitir conforto e conversa descontraída, num sítio aquecido, o que manifestamente não seria possível no almoço, dadas as distâncias a percorrer.
Depois de termos feito o que nos pareceu razoável para a preparação da oficina, fomos dar mais uma volta na propriedade sob nossa gestão, para discutir intervenções futuras.
Desde o processo de aprovação do fogo controlado que nos andava na cabeça uma objecção do técnico do ICNF: o problema da afectação da regeneração de pinhal. Discordamos dessa objecção no contexto da autorização do fogo controlado, ela foi ultrapassada, mas isso não nos impediu de estar mais atentos ao assunto.
Por isso fizemos este primeiro ensaio: numa área de regeneração mais densa, admitimos que valia a pena intervir para aumentar a velocidade de recomposição do pinhal. Tal como nas intervenções nos nossos carvalhais, a opção foi no sentido de quebrar a continuidade vertical dos combustíveis, mesmo sabendo que enquanto no carvalhal o fogo não é um problema de maior (os carvalhos voltam a rebentar, em grande parte, ao contrário do pinheiro), no pinhal o risco é substancialmente maior.
Não está na vocação da Montis gerir pinhal, mas numa situação como esta, achámos que faria sentido aumentar a diversidade, aumentar a capacidade de gestão dos combustíveis e, eventualmente, chegar o mais rapidamente possível a uma situação em que a resinagem pudesse pagar parte dos custos de gestão da biodiversidade.
É uma área pequena, é um ensaio que estamos a avaliar, mas encaixa na lógica da Montis: gerir a partir do que está no terreno, de maneira a obter mais diversidade e sustentabilidade.
Foi um dia de voluntariado proveitoso e será, com certeza, útil o que resultar da oficina de engenharia natural (antecipando os fins de semana voluntários previstos no crowdfunding e que ainda não conseguimos executar).
É bom aprender a fazer e fazer aprendendo. Pelo menos nós temos gostado até agora.

Venha o próximo


No sábado passado, com uma agradável tarde de sol, fizemos mais um passeio do fogo. 


Com cerca de 20 participantes, caminhámos por algumas áreas ardidas na Serra da Arada, na zona envolvente do Parque da Fraguinha.

O convidado foi Paulo Fernandes, que guiou o passeio. Tivemos ainda contributos de  Manuel Rainha (que guiou o primeiro passeio, gostou e repetiu) e houve espaço de discussão onde todos puderam participar.


Obrigado ao Paulo Fernandes e ao Manuel Rainha pela disponibilidade, ao José Almeida do  Retiro da Fraguinha por nos ter recebido e a todos os participantes.



O próximo passeio será sobre a relação entre as plantas invasoras e o fogo. Contaremos com a participação do projeto Invasoras e será no dia 4 de Março, na Serra da Arada.

Até lá.


6 de janeiro de 2017

Há passeio do fogo mas também voluntariado


Este será mais um fim de semana com várias atividades na Montis que convidam a explorar as Serras da Freita e da Arada.


Se no sábado ocorre o Passeio do Fogo – Fraguinha (início às 14h no Retiro da Fraguinha), onde seremos acompanhados por Paulo Fernandes, da UTAD, e se pretende fomentar a discussão do fogo entre os diversos participantes, no domingo é o voluntariado da Montis (1º domingo de cada mês), que este mês decorrerá no terreno gerido pela Montis localizado no Baldio de Carvalhais, União de Freguesias de Carvalhais e Candal, São Pedro do Sul.

Fotografia do passeio no Baldio de Carvalhais, em Maio de 2016.

No domingo o voluntariado será dedicado a fazer algum trabalho de gestão, mas com a certeza que haverá igualmente tempo para conviver, passear e ficar a conhecer melhor esta área.

Inscrições de última hora, tanto para o Passeio do Fogo como para o voluntariado, podem ser feitas através de montisacn@gmail.com ou do nr. 926277545 (Luís Lopes).